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Há oito anos a AXA Portugal e o Grupo SGS estabeleceram uma parceria pioneira no mercado segurador português: outsourcing da peritagem automóvel
Primeiro acordo de outsourcing de peritagem automóvel feito no mercado português de seguros
Portugal - 13/07/06
AXA e SGS - Uma parceria eficaz em Portugal

Há oito anos a AXA Portugal e o Grupo SGS estabeleceram uma parceria pioneira no mercado segurador português: outsourcing da peritagem automóvel. João Leandro, presidente do Conselho Executivo da AXA, faz um balanço positivo e afirma-se plenamente satisfeito com os resultados alcançados

“Foi o primeiro acordo de outsourcing de peritagem automóvel feito no mercado português de seguros e configurou inúmeros aspectos totalmente inovadores nesta área. Estamos plenamente satisfeitos com a opção que tomámos. Escolhemos a SGS Portugal porque sabíamos que fazia parte de um grupo com dimensão mundial, com uma imagem muito credível e com experiência e conhecimento no domínio da peritagem automóvel noutros mercados. E, de facto, encontrámos na SGS Portugal um interlocutor capaz de entender uma linguagem que na altura não era habitual no mercado português”, sublinha João Leandro.

A opção da AXA pelo outsourcing de peritagem automóvel prendeu-se com quatro ordens de razões, a primeira das quais decorreu da constatação de um princípio básico: a avaliação de danos não faz parte do core business da seguradora. Segundo, numa altura em que a tradição mantinha os peritos ao serviço das seguradoras, a AXA Portugal considerou chegada a altura de afirmar a independência do acto de peritagem. “Na AXA entendemos que, independentemente da isenção e da qualidade profissional dos peritos, essa situação não era objectivamente positiva, na medida em que gerava a noção de que a avaliação não era independente. O facto da peritagem passar a ser da responsabilidade de uma empresa terceira, que tem os seus valores, princípios e metodologias próprios, transmitiu ao mercado essa noção objectiva de independência, com um resultado muito prático, que foi a diminuição da conflitualidade no seio dos segurados, conflitualidade essa que, em grande parte, advinha da associação da imagem do perito à seguradora” explica o mesmo responsável.

O terceiro motivo esteve directamente relacionado com o primeiro: não sendo a peritagem o core business da companhia, tornava-se difícil estabelecer internamente níveis de serviço e impor parâmetros de qualidade na prestação desse mesmo serviço. “Ao estabelecermos um contrato com um terceiro (a SGS, neste caso) acordámos indicadores qualitativos da prestação do serviço, estabelecemos prazos para a realização das peritagens e assumimos esse compromisso com os clientes. Em simultâneo, e este foi outro aspecto inovador na altura, passamos a marcar as peritagens, a receber e a enviar relatórios, e a tratar de todos os aspectos contabilísticos relacionados através da Internet. O que hoje é normal, há oito anos atrás foi totalmente inovador e inspirou profundas alterações nos contratos com outros fornecedores. Foi, de facto, um importante trabalho feito em parceria entre a AXA e a SGS, pois teve importantes reflexos na melhoria do serviço e na melhoria da percepção que o cliente tem do serviço da AXA”, reitera o CEO da companhia.

Por fim, mas não menos importante, o outsourcing permitiu também à seguradora do Grupo AXA em Portugal ter um controlo de custos bastante mais eficaz, quer nas despesas com as peritagens quer com os sinistros.

Resultados a crescer
Distinguida pela revista Exame como a Melhor Seguradora Não Vida em 2004, em função dos resultados do estudo das instituições financeiras a operar em Portugal realizado pela Informa D&B e pela Deloitte, e um dos 25 exemplos da obra “Responsabilidade Social das Empresas Portuguesas - 25 casos de referência”, apoiada pela AIP, a AXA Portugal registou em 2005 um volume de prémios de 534 milhões de euros. O ramo Vida contabilizou uma produção de 167 milhões de euros e o Não Vida de 367 milhões de euros, volume que a posicionou no 2º lugar do ranking nacional das seguradoras Não Vida.

O ramo Automóvel, com 206 milhões de euros em prémios no final do ano passado, tem um peso significativo no negócio (39% do volume total e 56% do ramo Não Vida) e corresponde a um total de cerca de 550 mil veículos seguros.

Apesar da importância do ramo Automóvel na carteira, a taxa de sinistralidade da AXA Portugal está, como explica João Leandro, “dentro dos limites do razoável. Os resultados técnicos nos últimos 10 anos são bons. Em 2005, a taxa de sinistralidade melhorou ligeiramente, tendo-se situado na casa dos 60%, com um custo médio e frequência também estáveis. Estamos ligeiramente abaixo da taxa de sinistralidade média do mercado”. A manutenção da taxa de sinistralidade da AXA sem oscilações de relevo deve-se, de acordo com o CEO, à conjugação de políticas pró-activas de subscrição, como a aplicação de um tarifário que favorece os bons condutores, e procura penalizar aqueles que, com frequência, praticam infracções graves ou muito graves ao Código da Estrada.

Não é novidade para ninguém que Portugal tem uma taxa de sinistralidade elevada, particularmente na sinistralidade grave (acidentes que resultam na morte ou incapacidade permanente do sinistrado), com custos para o indivíduo sinistrado, para a família (que no geral não tem qualquer sistema de previdência privado e se vê confrontada com a perda de rendimento daquele familiar), para as empresas (perda de horas / trabalho e o know-how do seu colaborador) e para o próprio Estado (custos com a saúde do sinistrado; investimento que tinha feito na sua educação, etc.).

Na perspectiva do CEO da AXA Portugal, a redução da taxa de sinistralidade passa, sobretudo, pelo investimento na educação cívica, no aumento da qualidade no ensino da condução, por um maior enfoque na prevenção e, ainda, pela a adopção de medidas de fiscalização mais adequadas ao número e tipo de veículos em circulação, designadamente pelo recurso às novas tecnologias de informação e comunicação. “A prevenção é a área de eleição do Grupo AXA para o próximo triénio. Vamos trabalhar a área da prevenção de uma forma muito mais estruturada e consequente do que temos trabalhado até agora. E não nos ficaremos por iniciativas próprias, estamos disponíveis para colaborar e apoiar iniciativas de terceiros na área da prevenção”, conclui João Leandro.

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